Depois de agendar no calendário oficial os campeonatos da Liga Nacional do Desporto Automobilístico (L.N.D.A.), em dezembro do ano passado, agora a Diretoria do Autódromo Internacional de Curitiba (AIC) quer impedir a L.N.D.A. de realizar a Copa Turismo Show, a Stock 5000 e a Fórmula V, além do "Show Cars, a nova Mania, o que já acontecia há sete anos, antes com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Automobilístico, que foi transformado na L.N.D.A. O que altera neste ano é que a Liga Nacional vai homologar, fiscalizar e regulamentar as provas, o que tirou a Federação Paranaense de Automobilismo da jogada, seria esse o principal motivo?
No site oficial do Autódromo, uma carta assinada pela diretoria informa que o AIC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, credenciada junto a Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA), que é filiada a Confederação Brasileira de Automobilismo, que por sua vez é filiada a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A carta ainda informa que em consideração aos ajustes celebrados entre as entidades citadas, não serão realizadas provas de automobilismo sem a anuência prévia, direta ou indireta, destas entidades. "O AIC é uma empresa privada. Não precisa necessariamente ser filiada a alguma administração de desporto, muito menos se sujeitar as determinações que a CBA e a FPrA estão exigindo, porque tem autonomia própria", explica Luciana Milczevsky, presidente da LNDA.
Desde o início desde mês, com medo de perder pista para a Liga Nacional do Desporto Automobilístico (L.N.D.A.), a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) vem arrumando formas de barrar a L.N.D.A. Tanto que publicou um comunicado no seu site, assinado pelo seu presidente, Cleyton Tadeu Correia Pinteiro, dizendo que a Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA) é "a única entidade de administração do desporto automotor autorizada a realizar provas automobilísticas no Estado do Paraná". A mesma nota também foi divulgada no site da FPrA, dizendo ainda que o ato do presidente da CBA "tem o objetivo de sanar dúvidas disseminadas por pseudos dirigentes que visam denegrir a imagem da Federação Paranaense".
Das duas coisas uma. Ou essas entidades que monopolizavam o automobilismo brasileiro e paranaense estão com medo da concorrência ou não conseguem interpretar as Leis vigentes. De acordo com a Lei 9.615/98 (Lei Pelé), as ligas nacionais não precisam de reconhecimento de outras entidades nacionais de administração do desporto, pois são entidades independentes. O segundo parágrafo do artigo 16 da referida Lei, diz que as ligas podem decidir se querem ou não filiar-se ou vincular-se a outras entidades de desporto, mas não são obrigadas. A única exigência da Lei Pelé, conforme determina o parágrafo 1º do artigo 20, é que as entidades de prática desportiva que organizarem Ligas devem comunicar a criação às entidades nacionais de administração do deporto da respectiva modalidade. A LNDA informou a existência da Liga à CBA, por meio de ofício extrajudicial.
Como filiada da CBA, a FPrA também faz pressão aos pilotos, manifestando-se de forma agressiva e autoritária, com ameaças de que irão banir os pilotos do automobilismo. Em uma das reuniões atacaram a L.N.D.A, dizendo que o piloto que disputasse os campeonatos da Liga teria a carteira cassada.
"A L.N.D.A. tem a mesma função de atuação da Confederação Brasileira de Automobilismo, seguimos as normas da F.I.A., por isso não precisamos do aval da Confederação para atuar no automobilismo. O que não entendemos ainda é porque a diretoria do AIC quer impedir as provas da L.N.D.A., será que é porque a CBA e FPrA estão mandando?", finaliza a presidente da L.N.D.A.

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